SELECTA BLOCOS - Sistema Construtivo para Alvenaria

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FAQ

Perguntas Frequentes

1) O que é Bloco Cerâmico?
Os Blocos Cerâmicos são produzidos por conformação plástica de matéria-prima argilosa e queimados em elevadas temperaturas.

Na Selecta, trabalhamos com dois tipos de blocos cerâmicos:

Bloco Cerâmico para vedação: por definição é o componente da alvenaria de vedação que possui furos prismáticos perpendiculares às faces que os contém. Os blocos cerâmicos para vedação constituem as alvenarias externas ou internas que não têm a função de resistir a outras cargas verticais, além do peso da alvenaria da qual faz parte.

Bloco Cerâmico Estrutural: por definição é o componente da alvenaria estrutural que possui furos prismáticos perpendiculares às faces que os contêm.

Os blocos estruturais têm a função de vedação e ainda de resistir a todas as cargas verticais na alvenaria.
2) Onde o Bloco Cerâmico é utilizado?

Os blocos cerâmicos de vedação são utilizados para fechamento dos vãos em residências uni-familiares, prédios residenciais e comerciais, hotéis, escolas, hospitais, obras industriais, onde a estrutura é de concreto armado, metálica, madeira, etc.

Os blocos Cerâmicos estruturais são a própria estrutura da casa, prédios ou obras industriais.

3) Quais as vantagens dos Blocos Cerâmicos?

As grandes vantagens dos blocos cerâmicos em relação aos blocos de concreto são:
Menor peso, que proporciona uma maior produtividade da mão de obra, alívio de fundação, um operário consegue por exemplo, transportar mais metros quadrados de Blocos cerâmicos que de Blocos de concreto, devido ao menor peso da peça.
Também o número de viagens para o transporte do material é menor, pois o caminhão transportará mais metros quadrados de alvenaria, podendo reduzir significativamente os valores do frete, dependendo do volume consumido pela obra.
Superior conforto térmico devido a sua maior inércia térmica.
O que proporciona uma edificação muito mais confortável, sendo o calor e frio mais amenizados pelas paredes de blocos cerâmicos.
A geometria do bloco cerâmico Selecta, também é uma vantagem comparada aos blocos de concreto. Em obras com elevado consumo de graute vertical, a redução do volume de graute vertical na obra será de 44%.

4) A Selecta Fabrica tijolo “Baiano”?

Não. Somente blocos com maiores dimensões e furos na vertical com um consumo de 12,5 peças por metro quadrado.

5) Porque os blocos têm os furos na vertical?

Para permitir uma alvenaria mais racionalizada, onde não há rasgos nas paredes posteriores a sua produção. Como os furos estão na vertical a tubulação elétrica e hidráulica vai “caminhar” por estes furos.

6) O que é Alvenaria Estrutural?

É uma forma mais racional de construir, ao invés de fazer a estrutura e em seguida o fechamento em Alvenaria, a idéia é que esta alvenaria já seja a estrutura do prédio.

7) A mão de obra para a produção de Alvenaria Estrutural deve ser especializada?

Não necessariamente especializada, mas muito bem treinada, os pedreiros devem ter facilidade para ler projetos. A vantagem é que o número de profissionais é menor neste tipo de obra.

8) Quais são as resistências à compressão dos blocos cerâmicos Selecta?

Modulação 15 - BE30 (14x19x29) – 6MPa e 10MPa.
Modulação 20 –BE40 (14x19x39) – 6MPa e 8MPa.
Modulação 20 – BE40/11 (11,5x19x39) – 6MPa.
Modulação 20 - BE40/19 – (19x19x39) – 6MPa

9) Qual o limite de pavimentos para a Alvenaria Estrutural de Blocos Cerâmicos Selecta?

Existem prédios de 10 pavimentos executados com blocos Selecta. Apesar da máxima resistência à compressão ser de 10 MPa, isso será possível, dependendo da geometria do prédio e lançando mão dos grauteamentos nos primeiros pavimentos.

10) Qual o procedimento para a compra dos blocos?

Os interessados deverão entrar em contato com a empresa através do serviço de atendimento ao cliente gratuito pelo telefone 0800 7070 075.
Os atendentes encaminharão o contato para o vendedor da região mais próxima à obra.

11) Quais são as normas da ABNT que fazem referência aos blocos cerâmicos?

A ABNT dispõe das seguintes normas para o uso de blocos cerâmicos para alvenaria:
NBR 15270:1
Componentes cerâmicos - Parte 1: Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação - Terminologia e requisitos.
NBR 15270:2
Componentes cerâmicos - Parte 2: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural - Terminologia e requisitos.
NBR 15270:3
Componentes cerâmicos - Parte 3: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural e de vedação - Métodos de ensaios.

12) É permitido fazer cortes nas Alvenarias Estruturais?

Não. Os cortes somente são permitidos nas regiões onde foram executados detalhes construtivos adequados para tal, ou seja, se não foi detalhado na época do projeto, não devemos fazer nenhuma alteração.

13) Como garantir que os blocos que estou recebendo na obra obedecem aos requisitos das normas técnicas?

Uma das maneiras é mandar uma amostra para laboratório especializado, a outra é comprar produtos que tenham no mínimo o certificado de conformidade do produto.
O certificado de conformidade garante que os produtos atendem rigorosamente os requisitos de norma, dispensando os ensaios de recebimento em obra.

14)A Selecta oferece algum serviço aos clientes e profissionais que têm interesse em usar os seus produtos?

O primeiro contato deve sempre ser feito com o departamento comercial, este, poderá enviar ao setor técnico os projetos para levantamentos de quantitativos e orientações técnicas necessárias.
No caso de fornecimento dos blocos, poderá ser lançada a primeira e segunda fiadas com o intuito de colaborar com o projetista, no desenvolvimento dos projetos de modulação e paginação.
A Selecta não faz projetos, sua intenção é apenas colaborar no start dos projetos para que cada vez mais, projetistas se familiarizem com o sistema construtivo. Portanto, esta primeira e segunda fiadas da modulação, não devem nunca ser entendidas como um projeto de Alvenaria Estrutural.
O projeto é muito mais completo, com detalhamento e compatibilizações suficientes para a adequada produção da Alvenaria e deve ser feito por profissional qualificado para esta função.

15) 15) Quais as vantagens da Alvenaria Estrutural (AE) em relação aos sistemas tradicionais de construção, Concreto Armado (CA), por exemplo?

Paredes:
Nos prédios de CA as paredes possuem apenas a função de vedação, carregando a estrutura reticulada com o seu peso próprio.
Na AE as paredes desempenham, simultaneamente, as funções de vedação e de estrutura, absorvendo as cargas permanentes e acidentais. As paredes na AE servem ainda para a passagem dos dutos elétricos.

Fundações:
As cargas das lajes nas estruturas de concreto armado são conduzidas para as vigas, as quais transferem os esforços daí originados, somados aos dos seus carregamentos específicos (paredes de vedação e eventuais reações de vigas secundárias), para os pilares, por fim, de forma pontual para as fundações. Assim, as cargas distribuídas e concentradas dos prédios comuns acabam, no caso de fundações em sapatas isoladas, por se distribuírem em pequenas superfícies, originando no solo tensões relativamente elevadas.
Já nas estruturas em alvenaria estrutural as paredes, por serem resistentes, absorvem os esforços e assim todas as cargas acabam por se distribuírem em superfícies maiores, sapatas corridas ao longo de todo o perímetro das paredes resistentes, resultando em baixas tensões no solo.
No caso de fundação em estacas, as seções das vigas baldrames na AE resultam bastante reduzidas, face ao aproveitamento da rigidez da parede que é resistente (efeito arco).
Outro aspecto a considerar é que a perfeição dimensional das unidades da alvenaria estrutural pode proporcionar um alívio de até 25% nas fundações diretas, fruto da inexistência do “entulho de revestimento”, ou até da inexistência do próprio revestimento, e da distribuição, em geral regular, de cargas na base da construção.

Fôrmas
Normalmente, não há uma perfeita coincidência entre espessuras de vigas e pilares de CA, gerando recortes nas formas, os quais as tornam onerosas, principalmente se houver reduções de dimensões das seções dos pilares nos andares superiores. Em algumas situações as formas nas estruturas de CA são complexas e sempre caras, face ao limitado reaproveitamento.
Na alvenaria estrutural as formas podem inexistir, dispensando-se totalmente o uso da madeira, a não ser quando a opção é pela execução de lajes moldadas “in loco” (ou algum outro detalhe especial). E mesmo neste caso há um ganho da redução do escoramento, pelo aproveitamento das paredes como apoio parcial das formas.
Numa obra comum de concreto armado a madeira corresponde a quase 50 % do preço do concreto empregado, ou seja, cerca de 12% do custo total.

Armadura
É inerente às estruturas de concreto armado a existência de armaduras “trabalhadas” e em grande quantidade.
Já na AE as armaduras podem até inexistir (apenas construtivas e de amarração) e quando necessárias são retas, sem ganchos ou dobras, na sua grande maioria.
Ao contrário do que pode ocorrer no CA, as armaduras na AE são bem protegidas da corrosão. Por outro lado, o consumo de aço, mesmo na alvenaria estrutural armada, é inferior ao do CA para obras correntes.

Etapas e Tempos
As fases de execução de uma obra em CA convencional são bem diferenciadas entre si e, obrigatoriamente, seqüenciais: execução de formas, colocação das armaduras, concretagem, retirada das formas, alvenaria de vedação e instalações, usualmente com rasgos indiscriminados nas paredes.
Na AE, pela simultaneidade das etapas, ocorre uma economia de tempo que pode chegar a 50%, na execução até as instalações básicas, acelerando o cronograma da obra e conseqüentemente diminuindo os encargos financeiros.

Mão-de-obra
As estruturas de CA exigem mão-de-obra bastante especializada: pedreiro, carpinteiro, eletricista, encanador, armador, apontador, além de servente e ajudante especial.

Já na AE este elenco é bem mais reduzido pela simultaneidade das etapas de execução, a qual induz à polivalência do operário através de relativamente fácil treinamento. Assim, na medida em que o pedreiro executa a alvenaria, ele próprio, por exemplo, pode colocar a ferragem e eletrodutos nos vazados dos blocos, podendo ainda deixar instaladas peças pré-moldadas como vergas, peitoris, marcos, etc..

Racionalização
Enquanto no CA a racionalização exige certa “sofisticação” para ser implantada, na AE ela é simples, favorecida, principalmente, pela coordenação modular do projeto.

Revestimentos
A elevada precisão dimensional das unidades de alvenaria estrutural resulta em economia de revestimento. Em alguns casos, chapisco e emboço podem ser dispensados sem prejudicar a uniformidade de espessura do reboco.
Já nas obras de CA as alvenarias de vedação são executadas com blocos ou tijolos comuns, os quais, em geral, deixam muito a desejar em termos de precisão de dimensões, onerando bastante o revestimento em pelo menos uma das faces da parede.
As espessuras adicionais para regularização dos revestimentos é da ordem de 7% do custo da obra convencional não racionalizada.
Por outro lado, a inexistência de recortes na AE resulta, também, em economia nas áreas revestidas com azulejo.

Entulho
A madeira utilizada nas formas das estruturas convencionais de CA e os tijolos ou blocos de dimensões pouco precisas e baixa resistência, empregados para vedação de vãos estruturais não coordenados modularmente, são itens de acentuado peso na composição final do entulho deste tipo de obra.
Alguns estudos mostram que numa obra convencional entra 1,8 t/m2 de material e ficam apenas 1,2 t/m2, ou seja, 0,6 t/m2 são entulho que sai. Já nas obras racionalizadas entra 1,0 t/m2 e ficam 0,8 t/m2, reduzindo assim em 67% o material não aproveitável a ser retirado. E a retirada da cada caminhão de entulho (6 m3) de uma obra pode equivaler ao custo de uma ou mais semana de pedreiro.

Integração de Projetos
A alvenaria estrutural, como sistema de construção racionalizado, exige do projetista da estrutura uma integração bem maior com os projetos de arquitetura e instalações do que no caso dos projetos de estruturas convencionais de CA, até pelo fato da dupla função das paredes.
Assim, esta coordenação já deve existir na fase do anteprojeto arquitetônico. Isto é uma condição bastante favorável para evitar dissabores, tão comuns nas obras convencionais, pelo “desencontro” de projetos.
Nada impede, entretanto, que um determinado projeto arquitetônico, já pronto, possa ser adaptado para alvenaria estrutural.
Engenheiro Odilon Pancaro Cavalheiro Artigo: Alvenaria Estrutural – Tão antiga e tão atual.